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Posts Etiquetados ‘amor’

Não é no empurrão é no toque, não é no desespero é na esperança

Agosto 28, 2009 Sérgio Santos 1 comentário

Marcos 5,21-34

“Tendo Jesus navegado outra vez para a margem oposta, de novo afluiu a ele uma grande multidão. Ele se achava à beira do mar, quando um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, se apresentou e, à sua vista, lançou-se-lhe aos pés, rogando-lhe com insistência: Minha filhinha está nas últimas. Vem, impõe-lhe as mãos para que se salve e viva. Jesus foi com ele e grande multidão o seguia, comprimindo-o. Ora, havia ali uma mulher que já por doze anos padecia de um fluxo de sangue. Sofrera muito nas mãos de vários médicos, gastando tudo o que possuía, sem achar nenhum alívio; pelo contrário, piorava cada vez mais.

Tendo ela ouvido falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe no manto. Dizia ela consigo: Se tocar, ainda que seja na orla do seu manto, estarei curada. Ora, no mesmo instante se lhe estancou a fonte de sangue, e ela teve a sensação de estar curada. Jesus percebeu imediatamente que saíra dele uma força e, voltando-se para o povo, perguntou: Quem tocou minhas vestes? Responderam-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te comprime e perguntas: Quem me tocou? E ele olhava em derredor para ver quem o fizera. Ora, a mulher, atemorizada e trêmula, sabendo o que nela se tinha passado, veio lançar-se-lhe aos pés e contou-lhe toda a verdade.  Mas ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e sê curada do teu mal”.

É interessante perceber neste trecho lindo retirado do Evangelho de São Marcos que Jesus insistiu quando perguntava para a multidão: “Quem me tocou”. Ele não estava interessando, naquele momento, em saber quem O tinha esbarrado quem O tinha empurrado, pois havia ali muitas pessoas. Ele estava querendo saber qual era a pessoa que Ele tinha acabado de curar. É interessante perceber que Jesus curou aquela mulher sem ela pedir nada, ela simplesmente O tocou com fé e sua hemorragia foi curada.

Em nossa caminhada, quantas vezes esbarramos em Jesus, ou quantas vezes O empurramos. Em uma missa quando tem muita gente junto, por exemplo, sentimos realmente a vontade de tocar em Jesus; e sem pedir nada somente toca-Lo como fé, da mesma forma que aquela mulher fez naquele dia? Quantas vezes, meus irmãos, não experimentamos o grande amor de Jesus por que esbarramos em nossa limitação e em nossos pecados. Quantas vezes Jesus passa por nós e só o que conseguimos fazer é esbarrar nele. ESBARRAR EM JUSUS NÃO NOS AJUDA EM NADA. ESBARRAR EM JESUS NÃO NOS CURA. Lembrem-se Jesus perguntou: “Quem me tocou?”. E não “Quem me esbarrou?” Esbarrar e tocar são coisas completamente diferentes.

É com essa verdade em meu coração que faço a mesma pergunta a vocês hoje: – Quem tocou em Jesus, ou quem quer tocar Nele?

Será que simplesmente queremos viver nossas vidas nos esbarrões e nos empurrões. É preciso crescer na fé e acreditar que Jesus pode nos curar. Somos convidados a andar na esperança e não no desespero. A hemorroisa viveu mais de 10 anos de sua vida em total desprezo, desamor e tristemente isolada pela sociedade. Mais nem por isso ela perdeu as esperança, nem por isso, quando Jesus passou por ela, ela o empurrou. Nem por isso ela ficou desesperada.

Aquela mulher, naquele dia, com toda sua fé, tocou em Jesus e ela foi curada imediatamente. É assim que temos que agir, com fé e esperança. Esse é o convite que Deus tem para nós hoje. Meus irmãos eu os convido a dar um passo a mais na fé. Acreditem que pedindo a Jesus com fé sua enfermidade será curada. Eu acredito nisso e convido a todos a viverem nessa verdade em Jesus.

O amor não é um sentimento. O amor é um ato! Uma atitude em favor do outro

Nós vivemos em meio a vários sentimentos. Sentimos fome, frio, dor. Gostamos das pessoas ou de objetos. Sentimos medo, raiva, angústia e muitas outras coisas em nosso dia-a-dia. Tudo isso, no entanto, passa. Eu posso estar feliz e em dez minutos receber uma notícia ruim e ficar extremamente triste. Eu posso estar com uma dor horrorosa de cabeça, tomar um remédio e imediatamente sentir-me melhor. O que eu quero dizer com isso é que os sentimentos são passageiros.

Veja bem, se gostamos de uma pessoa, esse sentimento não será para sempre. Ou ele evolui para amor ou simplesmente deixamos de gostar da pessoa. Da mesma forma a raiva, é normal sentirmos raiva, uma vez que somos limitados e incapazes de vivermos no amor plenamente. O que não podemos deixar acontecer é o sentimento de raiva evoluir para o ressentimento. A raiva também passa. Quantas vezes brigamos com nossos irmãos e no dia seguinte estamos abraçados com eles.

O amor não se encaixa neste contexto de sentimento. Se o amor fosse um sentimento ele seria frágil. E o amor não é frágil. O amor é um ato, uma atitude em favor do outro. O que o amor é então?

O amor, segundo o dicionário Aurélio é um sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outra pessoa; então temos que corrigir o Aurélio; amor é um ato que leva alguém a fazer o bem a outra pessoa. É necessário fazer essa correção uma vez que, como foi visto anteriormente, amor não é um sentimento.

No capítulo 13 do livro de Coríntios, versículos 4 a 13 diz:

“O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência também desaparecerá. Pois o nosso conhecimento é limitado; limitada é também a nossa profecia. Mas, quando vier a perfeição, desaparecerá o que é limitado. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto, deixei o que era próprio de criança. Agora vemos como em espelho e de maneira confusa; mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei como sou conhecido. Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor”.

O amor é paciente: Quantas vezes somos pacientes em nosso dia-a-dia? O tempo passa e não conseguimos ser pacientes. Essa é a hora de revermos essa questão e pensar: “Se Deus está me falando que amar é ser paciente, porque então estou agindo assim com as pessoas que são próximas de mim?”. O amor é prestativo. Ser prestativo é amar! Quando alguém te pede um favor, e esse favor vai te tomar um tempo, o que fazemos? Muitas vezes negamos o favor, ou seja, não estamos amando! O amor é verdadeiro. Tudo desculpa tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Lindo isso! Quando amamos alguém, somos misericordioso com essa pessoa. Ter misericórdia significa amar mesmo quando o outro não merece ser amado.

Amar consiste em entender o outro. Fazer de tudo para poder ajudar o meu próximo. Ao em vez de ficarmos brigando, reclamando com situações de nosso dia-a-dia, devemos amar, entender e ajudar. Se o marido bate na esposa, e ela o ama, o que tem que ser feito? AMAR! Verificar no dia-a-dia o que está de errado. O que está acontecendo que o marido está batendo na esposa. Qual o verdadeiro motivo de tamanha violência. Procurar resolver a situação com amor, fé, paciência e esperança.

No nosso dia-a-dia amamos de várias formas: Amor de mãe/pai; Amor de filho/filha; Amor de marido/esposa; Amor de irmãos; e Amor de Deus.

Todas essas formas de amor são verdadeiras e consiste em abrir mão do que gostamos em detrimento ao gosto do irmão. Deus nos ama completamente. 100% amor. Só por esse motivo já posso amar também, na verdade, se não fosse o amor incondicional e maravilhoso de Deus eu não seria capaz de amar. Deus me ama completamente. Ama o meu externo ama o meu interno. Deus ama os meus atos, minhas ações. Deus me ama quando erro e quando acerto. O amor de Deus é infinito. E sabendo disso consigo viver no amor e viver para amar.

Jesus só conseguiu amar como amou porque foi completamente amado pelo Pai. E isso que Deus está nos mostrando hoje. O seu amor é tão grande que, mesmo com nossas misérias e pecadas podemos amar o próximo da mesma forma que somos amados por Ele.

Deus promete nos transformar

Ezequiel era um profeta. Ele viveu em aproximadamente 593 aC. Vivia em Jerusalém, numa época muito difícil, pois Nabucodonosor imperador da Babilônia, estava destruindo toda a Jerusalém. Nesta época ele e outros moradores de Jerusalém, foram levados por Nabucodonosor para a Babilônia para ficarem lá como exilados. Ezequiel ficou na Babilônia enquanto Jerusalém estava sendo destruída. As profecias de Ezequiel, no entanto, começaram a acontecer 5 anos depois que ele chegou a Babilônia.

Ezequiel estava sofrendo muito, vendo, de longe, Jerusalém sendo destruída e sabendo que o povo desta cidade sofria de doenças crônicas: o desânimo, o desamor, a falta de fé e de amor e descrença, a idolatria e muitas outras. Ezequiel sofria junto, porque via que aquela cidade estava longe de Deus e em decadência. Ezequiel sofria muito sim, porém ele não perdia a fé em Deus e acreditava que Deus poderia mudar toda aquela situação de guerra e derrota de Jerusalém para o exército babilônico. Ezequiel acreditava na ressurreição, ou seja, renovação de toda a nação, ele acreditava que Deus poderia remodelar, renovar e reviver toda a Jerusalém e o seu povo.

Para isso acontecer, Ezequiel tinha certeza que o povo deveria assumir todos os erros. Não omitir a sua culpa e pecados contra Deus e seu projeto. O povo deveria assumir a responsabilidade de tudo que estava acontecendo, pois Jerusalém estava sendo destruída e o povo estava vivendo em pecado. Ezequiel acreditava que o povo deveria viver uma “ressurreição”, pois só uma “reforma” não bastaria. Uma reforma só abreviaria a derradeira derrota de Jerusalém. Por isso ele fala de ressurreição: um povo que já estava morto deveria assumir seus erros e pecados e aceitar Deus no coração e assim nascer novamente para uma vida nova e justa que condiz com o projeto de Deus.
Na Sagrada Escritura, no livro do profeta Ezequiel 36, 25-28 podemos ver que Deus promete um novo coração para o povo de Jerusalém, um coração de carne e também a purificação, por meio do seu Santo Espírito de todo o ser:
“Derramarei sobre vocês uma água pura, e vocês ficarão purificados. Vou purificar vocês de todas as suas imundices e de todos os seus ídolos. Darei para vocês um coração novo, e colocarei um espírito novo dentro de vocês. Tirarei de vocês o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne. Colocarei dentro de vocês o meu espírito, para fazer com que vivam de acordo com os meus estatutos e observem e coloquem em prática as minhas normas. Então vocês habitarão na terra que dei aos seus antepassados: vocês serão o meu povo, e eu serei o Deus de vocês.”

Da mesma forma que o povo que morava em Jerusalém, fora exilados por Nabucodonosor, nós hoje, também estamos “exilados. Quantas vezes, também não vivemos assim: “exilados”. Exilados por nós mesmos, nós mesmo nos afastamos das coisas de Deus e nos afastamos de seus projetos. Quantas vezes nós nos exilamos do amor, do perdão, da compaixão, da paciência, da misericórdia. Quantas vezes vivemos com um coração de pedra batendo dentro de nós, um coração que não é capaz se quer de abraçar o pai, a mãe o filho o irmão e falar: “olha filho, eu te amo”. Um coração de pedra que não permite chegar em casa e dar um sorriso para a esposa ou esposo. Este exílio que sofremos, causados por nós mesmo, tem cura. Da mesma forma que Ezequiel profetizou para o povo de Jerusalém eu falo pra vocês hoje meus irmão: Deus quer te transformar, Deus está aqui te presenteando com um coração novo um coração de carne, isso é uma promessa de Deus para você.

É importante dizer que Deus sempre cumpre com o que promete, SEMPRE! Então meu irmão eu te convido a tomar posso dessa promessa de Deus e receba um coração NOVO um coração de carne, ou seja, um coração que pulsa da forma que Deus planejou; um coração que ama verdadeiramente, que perdoa, um coração paciente, misericordioso, um coração manso e humilde.

E eu vou mais profundo nessa meditação. Convido vocês a assumirem os seus pecados, assumirem as suas falhas com Deus, assumirem a sua pequenez, assumirem tudo que está te causando insônia, tudo que faz você ficar com o coração apertado de tanta vergonha. Assuma que você é pecador e entregue tudo isso que você está assumindo nas mãos de Deus convertendo-se e querendo viver conforme o projeto de Deus, conforme Deus tem falado, ou seja, no amor e na misericórdia, pois só assim seremos transformados e “ressuscitados” para uma vida nova banhado pelo Espírito Santos de Deus.

Gênesis

Acabei de ler o livro do Gênesis. Na verdade eu o li três vezes seguidas, para poder entender melhor o que Deus está falando.

Sabemos que Gênesis é um dos livros do PENTATEUCO. A palavra pentateuco é derivada do grego e significa “cinco livros”, e neste contexto pentateuco indica os cinco primeiros livros da Bíblia.

  • Gênesis;
  • Êxodo;
  • Levítico;
  • Números; e
  • Deuteronômio.

Esses cinco primeiros livros da Bíblia é onde se encontram as leis de Deus, e por isso os judeus chamam essa parte da Bíblia de Torá, do hebraico lei.

A leitura do livro do Gênesis, na minha opinião, começa a ficar interessante, a partir do capítulo 12. Os 11 primeiros capítulos, que são muito importantes, mostra a criação do mundo por Deus e o dilúvio. Já os capítulos seguintes narra a tragetória de Abraão. O livro mostra que o povo de Deus, que seria libertado da escravidão do Egito, começa a ser formado no seio da família de Abraão e Sarai.

A história mostra que Sarai era infértil, e por esse motivo não poderia ter filhos. Como pode uma geração inteira começar de um casamento onde a mulher é infértil? Muito difícil de viver, tanto que Sarai não acredita que seria a progenitora dos filhos de Abraão, e oferece a ele a sua empregada para que assim Abraão possa ser o pai de uma grande geração, o futuro povo de Deus.

Era comum naquela época as esposas inférteis sederem suas empregadas ao marido, assim o marido não se frustaria por não ter filhos. E foi exatamente o que Sarai fez, e Abraão, por não entender o que Deus estava realmente querendo pra vida dele, aceitou. Abraão teve um filho com a empregada de Sarai, deu a ele o nome de Ismael.

Quatas vezes fazemos exatamente isso. Esquecemos ou duvidamos das promessas de Deus em nossas vidas e procuramos o caminho mais próximo o caminho mais fácil. Não é inteligente duvidar do que Deus promete. É bom lembrar que o tempo de Deus é diferente do nosso, veja bem, se Deus te prometeu uma coisa pode demorar um dia, um ano ou uma vida toda, mais se Ele prometeu com certeza vai cumprir. Foi o que aconteceu com Abraão, Deus curou a infertilidade de Sarai e ela deu a Abraão um filho (Isaac).

Da mesma forma que Deus curou Sarai ele nos cura. Cura de toda a nossa arrogância, impaciênica, nos liberta de todos nosso pecados. Acredite nisso meu irmão, Deus é misericordioso e seu amor é infinito.

Deus nos convida a caminharmos no amor

Segundo o Evangelho de São João 15, 5-6:

“Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á.”

Em primeiro lugar, devemos entender que não somos uma instituição onde Jesus é o nosso chefe e somos apenas empregados. Empregados que dizem sim Senhor e que fica obedecendo a ordens o dia todo. Jesus não quer isso para nossa vida. Ele nos convida a um relacionamento diferente com Ele, relacionamento de amizade. Somos escolhidos D’ele, escolhidos para sermos amigos íntimos e não empregados como se estivéssemos em uma instituição.

No versículo 15 do capítulo 15 do evangelho de São João isso fica muito claro “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.”

E você? Escolheu Jesus para ser o seu amigo? Desde que nascemos, ou melhor antes de nascermos quando ainda estávamos na barriga de nossa mãe Jesus já tinha nos escolhido para sermos amigos dele. O que está faltando para você aceitar essa amizade e escolher Jesus como seu amigo? Jesus está querendo essa amizade com você a muito tempo. Aceite!

No versículo 5 Jesus diz que é a videira e que nós somos os ramos. Ser ramo da videira de Jesus é sem dúvida uma responsabilidade muito grande. Ser ramo da videira de Jesus é o mesmo que aceitar produzir frutos do amor. Somos chamados a produzir frutos, pois somos ramos da videira. Estou falando do fruto do amor. Produzir esse fruto é você estar de bem com você em primeiro lugar, se conhecer e amar a você mesmo. Depois amar o próximo amar o seu pai, sua mãe seus irmãos em fim sua família e também as pessoas que estão no seu meio. Porém Jesus nos convida também a vivermos uma experiência nova de amar! Amar também as pessoas que não conhecemos direito. Amar o vizinho, o amiguinho de nossos filhos os professores etc.

No versículo 6 Jesus nos chama atenção para o fato de que se não produzirmos frutos e se não ficarmos ligados a sua videira seremos jogados fora e conseqüentemente queimaremos. Isso de certa forma nos dá medo. Como uma pessoa tão pecadora como eu posso ficar grudado na videira. Eu não consigo, sou fraco e pecador. Como posso produzir fruto de amor? Como posso ser rama da videira de Jesus? A resposta é muito simples. Deus com o seu amor infinito. Seu amor perfeito, nos ajuda a purificarmos por meio do sacramento da confissão e eucaristia. Essa purificação nos coloca sim a disposição do serviço de amar. Nos coloca a disposição para sermos ramos da videira de Jesus e produzir frutos. Frutos principalmente de amor.

Sinto uma tristeza muito grande em meu coração quando leio esse evangelho e me lembro de pessoas que estão tão longe desta videira. Que são galhos secos e que se queimarão. Fico triste em ver pessoas que não acreditam na palavra de Deus e que não conseguem produzir o fruto do amor, pois estão desgarrados da videira.

Deus tem falado ao meu coração que todos nós ao nascermos ganhamos juntos uma missão. Na verdade nascemos com um vocação. Nascemos vocacionados para amar. Para produzir frutos do amor. E com essa verdade em nosso coração é que damos graças ao Senhor Deus todo poderoso que nos enviou o seu amado filho para nos ajudar nessa nossa missão e vocação que é amar e ser amado.

Viver em comunidade

Deus nos criou para vivermos em comunidade. Não é nada fácil viver sozinho, mesmo sabendo do fato de que quando estamos sozinhos não existe contradições, opiniões adversas ou qualquer tipo de contrariedade. No primeiro capítulo do livro Genesis, Deus cria o mundo e todo o ser vivo que o habita. Porém, no momento de criar o ser humano, é a Santíssima trindade que o faz. Ou seja, é Deus se fazendo em três pessoas para criar um ser que não pode ficar sozinho.

Lembrando da imagem do Cenáculo, Jesus enviou o Espírito Santo para os 12 apóstolos e Maria quando estavam rezando em comunidade. Todos eles, com certeza, faziam as suas orações pessoais, porém foi no momento de oração em comunidade que receberam o Espírito Santo de Deus.

É importante ficar bem claro que existe um grande valor em nossa oração pessoal, que fazemos quando estamos sozinhos, porém Deus nos convida e orar e viver em comunidade. Experimente rezar, para e, com os seus amigos. Experimente um dia, lembrar das pessoas que te maltrataram durante a semana, e peça a Deus o batismo do Espírito Santo por esta pessoa. Você estará vivendo em comunidade e isso traz curas infinitas para o nosso coração, curas talvez físicas, pois muitas vezes temos dores pelo nosso corpo por motivos psicológicos ou falta de perdão.

Viver em comunidade é ajudar o outro. Viver em comunidade e olhar para as pessoas que amamos e compreendemos as suas limitações. É ajudar os nossos familiares, mais também, ajudar uma pessoa que não conhecemos.

Veja bem, podemos ajudar as pessoas de várias formas:

- Doando roupas que não vamos mais usar;

- Doando alimentos;

- Ajudando pessoas com dificuldades de comunicação;

- Sorrindo;

- Olhando nos olhos de quem amamos;

- E principalmente amando quem não conhecemos;

Meu irmão, convido você a viver mais em comunidade, a viver olhando nos olhos das pessoas que você ama e não ter vergonha de chegar para o seu pai, sua mãe, seu filho… e dizer: “Eu te amo”.

Amor ao irmão e perdão

Está acontecendo no Grupo de Oração RENASCER um seminário de vida no espírito.
Nesta sexta-feira (19/09) as 20h vivemos o tema (Amor ao irmão e perdão) com a pregação de Michele do Grupo de Oração Cenáculo.

A palavra de Deus para a pregação foi mt 6,14. Michele nos lembrou que para perdoarmos e amarmos os nossos irmãos temos primeiro que entregar o nosso coração ao Espírito Santo. E que o perdão é graça de Deus na nossa vida. Não conseguimos perdoar por perdoar, temos que, em oração ir amando e perdoando aos poucos, pois só assim seremos realmente felizes.

As vezes, estamos tão doentes fisicamente e psicologicamente e não sabemos o motivo. Porém se entendermos que: o amor ao próximo e o perdão é cura para nós mesmo, conseguiremos, por meio do perdão, curas físicas e psicológicas em nossas vidas.

Michele falou, durante a pregação, que temos que aceitar o perdão, e abrir o nosso coração ao Espírito Santo para conseguirmos perdoar e amar. Temos que em primeiro lugar aceitar que temos feridas e que são muitas. Pedir ajuda a Deus e sobre tudo entregar o nosso coração ao Espírito Santos.

Lembrando que temos também que nos perdoar. Quantas vezes somos rancorosos conosco mesmo, e esquecemos de nos perdoar. Por fim, pedimos a efusão do sangue de Cristo em nossa vida, pois só pelo sangue de Cristo, nos purificamos e nos lavamos e assim receberemos a graça de perdoar e amarmos nós mesmo e os nossos irmãos.

Uma linda lição de amor de um pai

Li esta matéria na internet e achei tão legal que resolvi colocar aqui no blog; vale a pena ler.

O Dr. Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi e fundador do MK Institute,contou a seguinte história sobre a vida sem violência, na forma de habilidade de seus pais, em uma palestra proferida em junho de 2002 na Universidade de Porto Rico.

“Eu tinha 16 anos e vivia com meus pais, na instituição que meu avô havia fundado, e que ficava a 18 milhas da cidade de Durban, na África do Sul. Vivíamos no interior, em meio aos canaviais, e não tínhamos vizinhos, por isso minhas irmãs e eu sempre ficávamos entusiasmados com possibilidade de ir até a cidade para visitar os amigos ou ir ao cinema.

Certo dia meu pai pediu-me que o levasse até a cidade, onde participaria de uma  conferência durante o dia todo. Eu fiquei radiante com esta oportunidade. Como íamos até a cidade, minha mãe me deu uma lista de coisas que precisava do supermercado e, como passaríamos o dia todo, meu pai me pediu que  tratasse de alguns assuntos pendentes, como levar o carro à oficina.

Quando me despedi de meu pai ele me disse: ‘Nos nos encontraremos aqui, às 17 horas, e voltaremos para casa juntos’. Depois de cumprir todas as tarefas, fui até o cinema mais próximo. Distraí-me tanto com o filme (um filme duplo de John Wayne) que esqueci da hora. Quando me dei conta eram 17h30. Corri até a oficina, peguei o carro e apressei-me a buscar meu pai.  Eram quase 18 horas. Ele me perguntou ansioso: ‘Porque chegou tão tarde?’

Eu me sentia mal pelo ocorrido, e não tive coragem de dizer que estava vendo um  filme de John Wayne. Então, lhe disse que o carro não ficara pronto, e que tivera que esperar. O que eu não sabia era que ele já havia telefonado para a oficina. Ao perceber que eu estava mentindo, disse-me: ‘Algo não está certo no modo como o tenho criado, porque você não teve a coragem de   me  dizer a verdade. Vou refletir sobre o que fiz de errado a você. Caminharei as 18 milhas até nossa casa para pensar sobre isso’. Assim, vestido em suas melhores roupas e calçando sapatos elegantes, começou a caminhar  para  casa pela estrada de terra sem iluminação.

Não pude deixá-lo sozinho… Guiei por 5 horas e meia atrás dele…Vendo meu pai sofrer por causa de uma mentira estúpida que eu havia dito. Decidi ali mesmo que nunca mais mentiria. Muitas vezes me lembro deste episódio e penso: ‘Se ele tivesse me castigado da maneira como nós castigamos nossos filhos, será que teria aprendido a lição?’ Não, não creio. Teria sofrido o castigo e continuaria fazendo o mesmo. Mas esta ação não-violenta foi tão forte que ficou impressa na memória como se fosse ontem. Este é o poder da vida sem violência.”

Misericórida de Deus

SALMO 102, 11-14

11 – Como o céu se ergue por sobre a terra, seu amor se levanta por aqueles que o temem.

12 – Como o oriente está longe do ocidente, assim ele afasta de nós as nossas transgressões.

13 – Como um pai é compassivo com seus filhos, Javé é compassivo com aqueles que o temem: 14 – Poruqe ele conhece a nossa estrutura, ele se lembra do pó que somos nós.

Lendo este salmo, eu entendo que Deus quer muito mais do que ser misericordioso conoso, Ele nos convida a sermos misericordiosos com os nossos (amigos, irmãos, pai, mãe, esposo, esposa, sogro, sogra, avó, avô, tio, sobrinho etc).

“Ser misericordioso é você ter espaço em seu coração para que o outro entre inteiro.” Padre Fábio de Melo

Davi nos chama atenção, neste Salmo para o fato de que Deus nos ama imensamente, e faz qualquer coisa pra nos ter perto dele. Deus enche o nosso coração de amor, justamente por nos querer bem e não abrir mão de estarmos felizes e assim vamos estar em Seu coração.

Esse é o primeiro ponto. O amor de Deus enche a nossa vida. O nosso coração deve estar repleto do amor de Deus, transbordando de amor. Assim sendo, conseguiremos viver na misericórdia de Deus.

Viver na misericórdia de Deus é na verdade amar! Amar até quando não se pode amar… Amar mesmo quando não recebemos amor. Amar mesmo quando somos feridos e maltratados. Isso é ser misericordioso. E Deus tem misericórdia para conosco ao extremo, infinito. E nos convida a sermos misericordiosos também, pois ele nos dá a graça de recber em nosso coração o seu Espírito Santo. E com a ajuda do Espírito Santo de Deus, seremos misericordiosos e consequentemente felizes e fazendo os nossos felizes.

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Fim de semana em Bordas do Campo

O encontro em Bordas do Campo, foi uma grande graça de Deus na minha vida. Aprendi muito com o que o Tatá ensinou, principalmente me fez pensar onde na minha vida tenho vivido só uma experiência religiosa e onde eu tenho vivido uma experiência real com Deus. Pensando nisso, me veio a mente todas as vezes que eu não tenho paciências com as pessoas que convivo, seja na minha família, com amigos ou no trabalho. Toda vez que eu deixo de amar o meu próximo, seja negando um favor, sendo presunçoso, arrogante, ou até mesmo indiferente, percebo que não estou vivendo uma experiência de Deus na minha vida, pois como sabemos, Deus é amor e quando permanecemos no amor permanecemos em Deus e Deus em nós.