Hoje Deus reservou para nós, mais que nos outros dias, uma benção especial, a das nossas famílias.

Desde muito tempo que as pessoas vivem em grupos. Estes grupos normalmente são de pessoas de vínculo de sangue. No entanto, foi com a Revolução Francesa que surgiram os casamentos e, com a Revolução Industrial, tornaram-se freqüentes os movimentos migratórios para cidades construídas em redor dos complexos industriais.

Hoje, graças a Deus, vivemos a nossa vida em família. Mas o que é ter uma família? A família não é algo que nos é dado de uma vez por todas, mas nos é dada como uma semente que necessita de cuidados constantes para crescer e desenvolver-se. Quando casamos, sabemos que, entre outras coisas, temos essa semente que pode germinar e um dia dar fruto: ser uma família de verdade. Devemos, portanto, estar conscientes de que é preciso trabalhá-la e cultivá-la sempre, constantemente, e com muito amor.

Ler a Palavra:

25 – Pela meia-noite, Paulo e Silas rezavam e cantavam um hino a Deus, e os prisioneiros os escutavam.

26 – Subitamente, sentiu-se um terremoto tão grande que se abalaram até os fundamentos do cárcere. Abriram-se logo todas as portas e soltaram-se as algemas de todos.

27 – Acordou o carcereiro e, vendo abertas as portas do cárcere, supôs que os presos haviam fugido. Tirou da espada e queria matar-se.

28 – Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, pois estamos todos aqui.

29 – Então o carcereiro pediu luz, entrou e lançou-se trêmulo aos pés de Paulo e Silas.

30 – Depois os conduziu para fora e perguntou-lhes: Senhores, que devo fazer para me salvar?

31 – Disseram-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família.

(At 16, 25-31)

 

O versículo 25 mostra que tanto Paulo quanto Silas cantavam um lindo louvor a Deus. Mas o que chama a atenção neste versículo é justamente o horário que isso aconteceu: MEIA NOITE.

Fique pensando nisso. E ficou claro para mim que normalmente a meia noite as pessoas que estão presas dormem; mesmo aqueles que acreditam e são fiéis a Deus. No entanto, por algum motivo, naquela noite Paulo e Silas não estavam dormindo, pelo contrário eles estavam cantando.

Se você estivesse preso, pelo mesmo motivo que Silas e Paulo, ou seja, por evangelizar, a meia noite você estaria cantando um hino a Deus?

Paulo e Silas estavam claramente iluminados por Deus. Por isso cantavam e foram libertados da prisão.

Outra coisa que fiquei pensando: Se por algum motivo eu fosse ficar preso; eu iria querer ficar junto de Paulo e Silas. Estou falando isso por que todas as pessoas que estavam presas naquela noite ouviam o lindo hino deles a Deus. E o mais lindo de tudo isso é que Deus não libertou somente Paulo e Silas. Deus libertou todos que estavam presos. “Abriram-se logo  todas as portas e soltaram as algemas de todos.” (At 16, 26b)

O ato de Deus de libertar todos os presos não foi por acaso. Naquele momento Deus mostrava para nós que o hino de uma pessoa é capaz de libertar não somente ela mas todas as pessoas que estão perto dela. Naquela noite as pessoas que estavam perto de Silas e Paulo eram aqueles presos. Aqueles presos eram como parte de suas famílias.

Naquele momento todas as pessoas estavam livres do cárcere. Mas porque Paulo; Silas e os demais presos não foram embora correndo, uma vez que já estavam livres?  A resposta é simples: Faltava uma pessoa para se libertar naquela noite. O carcereiro.

Quando Deus fala que vai salvar todos da família ele não exclui ninguém. Neste caso  Deus não excluiu o carcereiro. A libertação era para ele, que naquela noite fazia parte da família de Paulo e Silas.

Talvez aquele homem era o que mais necessitasse de liberdade.

Ele que era o único que estava fora das grades, agora é o único a não provar da liberdade. Ele pega uma espada e tenta suicídio. É claro que naquele momento ele está desesperado.  Olha para um lado e vê todas as grades abertas e nenhum preso em cárcere. Olha para o outro lado e vê a mesma coisa. O que ele vai falar? Para onde foram todas aquelas pessoas que estavam presas?

Foi então que Paulo e Silas mostraram para o carcereiro qual era o real sentido da vida: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”  (At 16, 31)

Estas palavras de Paulo e Silas pode ser dividia em duas partes:

Primeira parte: Crê no Senhor Jesus e serás salvo

Segunda parte: tu e tua família

A primeira parte, por si só é perfeita. Ou seja, se eu creio no Senhor Jesus serei salvo. E com esta frase eu posso dar um exemplo para vocês. Rezando na reunião de núcleo do Grupo de Oração Nossa Senhora de Fátima, ficava bem claro para mim uma imagem do céu. É claro que esta imagem era muito bonita. Só que tinha um detalhe na imagem que eu não gostei: Tinha muitos espaços vazios no céu. E estes espaços não eram aqueles espaços que estão esperando por pessoas, ou seja, por pessoas como eu e você que ainda vivemos. São espaços que nunca mais serão preenchidos pois as pessoas que deveriam estar ali não estão. As pessoas estão em outro lugar, pois antes de sua morte elas se perderam no mundo e não tiveram ajuda de sua família. Não tiveram apoio daqueles que são tudo para elas. As famílias destas pessoas que não estão no céu não fizeram como Silas e Paulo que com seu canto libertou todos os preso e o carcereiro.

Então agora entra a segunda parte do versículo 31: “tu e tua família”

Estas palavras de Silas e Paulo vem nos mostrar que se você seguir o Senhor Jesus, com certeza a sua família será salva junto com você.

Vou dar um exemplo: Em uma festa de casamento, antes de servir o jantar todos os convidados ficam sentados na mesa bebendo alguma coisa conversando e tudo mais. Quando chega a hora de servir a comida, ninguém tem coragem de se levantar e começar a servir. Todos nós ficamos com vergonha.

Mas repare bem que se uma pessoa de nossa família tiver esta coragem de se levantar e servir da comida do casamento toda as outras pessoas da família se levantam para servir também.

Meus irmãos existe no céu espaços vazios que nunca mais serão preenchidos, isso tem que parar. O céu tem que ficar cheio, cheio de pessoas como eu e você e toda nossa família. Pois é para lá que devemos ir.

Sabe porque existem espaços lá no céu nos esperando? É que Deus reserva um lugar no céu para todos nós e para todos de nossas famílias. Estes espaços é de minha e de sua responsabilidade. Não permita que as pessoas de sua família vá para outro lugar que não seja o céu. O nosso lugar é perto de Deus. O  nosso  lugar é lá no alto no céu, pois existe um lugar que é especial para nós e para todos de nossas famílias.

O que Deus está nos mostrando hoje é que não podemos e não vamos entrar no céu sozinhos. A nossa família sempre vai nos acompanhar. Se nós formos para o céu, logo todos de nossas famílias nos seguirão.

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15Se me amais, guardareis os meus mandamentos, 16e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: 17o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. 18Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. 19Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. 20Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós. 21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Neste 6° domingo do Tempo Pascal, Jesus nos promete sua presença no meio de nós por meio do Espírito Santo: o Paráclito. Jesus fala desta forma veemente, pelo motivo de que os apóstolos precisavam saber que evangelizar e viver segundo os ensinamentos Dele não é nada fácil.

A Palavra de Deus no evangelho de São João, nos exorta e mostra que Deus não deseja o sofrimento de ninguém, mesmo sendo difícil de perceber isso, com tanto sofrimento pelo mundo. Apesar de tudo, não estamos sós, porque o Espírito da verdade anima e sustenta a nossa caminhada. O Espírito é nosso defensor e nos revela a verdade de Deus.

Neste domingo, dia 29/05/2011, mais uma vez refletimos sob a proteção que temos do Espírito Santo, que nos apresenta, com todo seu carisma, nos mostrando o discurso de despedida de Jesus aqui na terra. Fica claro, ao ler estas linhas do Evangelho de São João, que todos nós podemos mais com o Espírito Santo, e hoje faltando poucos dias para a festa de Pentecostes podemos vivenciar com mais força esta verdade. O Paráclito, palavra de origem grega que significa consolador ou defensor é usado com o sentido de consolo, ou seja, somos consolados e protegidos pelo Espírito Santo que habita em nós.

Importante frisar que com as palavars de Jesus: “Ainda um pouco de tempo e o mundo não mais me verá; mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis”, Jesus afirma sua permanência na vida divina e eterna e o dom desta vida àqueles que cumprem seu mandamento de amor. Então eu fico me perguntando: “Eu estou vivendo segundo estes ensinamentos de Jesus? Será que eu estou amando o próximo como a mim mesmo?” Esta pergunta meu irmão, eu faço a você também! Você está vivendo no amor?

Nesse sentido, o Espírito Santo que nos é dado; nos revela a presença de Jesus entre nós: “Não vos deixarei órfãos: eu voltarei a vós… Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai, e vós em mim, e eu em vós”. É lindo ler o que Jesus falou àqueles homens, poucos dias antes da chegada do Espírito Santo no Cenáculo; pré anunciando o dia de Pentecostes. A volta de Jesus, Ele no Pai, os discípulos Nele e Ele nos discípulos, significa a comunhão de vida eterna com Deus já neste mundo, a partir da comunhão de amor.

Você deve ter percebido que nesta pequena reflexão sobre o Evangelho do 6° domingo de Páscoa foi falado muitas vezes a palavra amor. Então podemos concluir que é o amor que norteia tudo que Jesus falou naquele dia, e deve ser o amor a tomar frente também no meu e no seu dia-a-dia, uma vez que sabemos que Jesus é amor.

Pentateuco

Publicado: março 16, 2011 em A Bíblia

Estudando um pouco sobre os 5 primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio; aprendi muito com os ensinamentos de Moisés fez em prol da construção do Reino de Deus.

Estes livros são chamados de Pentateuco. É claro que penta vem de 5 por isso cinco livros. Na verdade, a princípio o livro do Deuteronômio fazia parte dos livros históricos na Bíblia, no entanto com o passar do tempo, este livro foi incluído ao Pentateuco para somar com os outros quatro livros já mencionados, os cinco primeiros livros da Bíblia.

Estes livros, principalmente Êxodo e Números narram a história de um povo em busca da Terra Prometida por Deus. Este povo é liderado por Moisés, homem que foi escolhido por Deus para arrancar o povo das garras do Faraó do Egito, que os escravizava, e caminhar pelo deserto em liberdade.

Os livros de Êxodo e Números podem ser resumidos em três temas principais:

1 – A libertação do povo
2 – A aliança de Deus com o povo
3 – A caminhada do povo pelo deserto em busca da terra prometida por Deus

Moisés era uma pessoa muito ligada a Deus e sempre estava em oração e conversando com Ele. Durante a leitura do Pentateuco, dá para perceber claramente que Moisés viveu 120 anos. Sua vida pode ser dividia em 3 partes: Os primeiros 40 anos, Moisés viveu como príncipe do Egito. Quando fez 40 anos, matou um homem e teve que fugir para o deserto onde viveu mais 40 anos. Os últimos 40 anos de sua vida, viveu liderando o povo de Deus.

Os 40 anos que Moisés viveu no deserto serviu principalmente para ele aprender a sobreviver em lugares com poucos recursos, uma vez que em seus primeiros anos de vida, como príncipe do Egito tudo era mais fácil.

Deus estava preparando Moisés para viver como líder do povo. Durante os 40 anos que viveu no deserto, acredito que Deus estava bem próximo dele, ensinando e moldando o seu ser e o seu coração.

Quando Deus chama Moisés para libertar o povo e caminhar com eles para a terra prometida, a princípio ele nega e coloca um monte de barreiras no pedido de Deus. No entanto com o passar do tempo e com a insistência de Deus, Moisés aceita e segue firme a frente do povo, caminhando pelo deserto, abrindo mares para o povo passar e fazendo água brotar sobre a rocha.

Janeiros

Publicado: dezembro 30, 2010 em Sonhos
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A dinâmica da passagem do dia 31 de dezembro para o dia 1° de janeiro é muito significante no âmbito psicológico. Eu arrisco a dizer que esta dinâmica é o que faz a diferença na cabeça de nós seres humanos e nos leva a ter esperança em uma vida mais promissora e feliz.

Eu acredito que quando o homem criou o sistema de calendário e toda esta forma de passar o tempo, dia após dia; ano após ano; foi uma inspiração vinda de Deus. Com certeza Deus abençoou o homem neste ato, uma vez que o dia 1° de janeiro carrega o significado de termos uma nova oportunidade de vida, é como poder superar os erros do ano passado e viver novamente em harmonia com o mundo.

Se pararmos pra pensar de forma bem prática, a passagem de ano; 31 de dezembro para 1° de janeiro, não significa nada. É uma passagem de dia como as outras 365 do ano. O que muda na verdade é a mentalidade da pessoa que se coloca em posição de mudar de vida, mudar de hábito, e viver uma vida nova.

Em janeiro: sonhamos, esperamos em Deus e vivemos tudo novo…

E você? O que vai fazer de novo em 2011?

Fica conosco Senhor!

Publicado: setembro 4, 2010 em Jesus como meu Senhor
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Em nosso dia a dia, é natural mudamos de temperamento ou humor o tempo todo. Isso acontece, muito pelo motivo de que somos pessoas maleáveis e nos emocionamos com tudo que acontece em nosso ambiente. Mudamos de humor quando recebermos uma notícia ruim, ou ainda, se nos decepcionamos com alguma coisa. Em contraposição ficamos alegres ou felizes quando estamos conversando com pessoas que amamos ou quando recebemos boas notícias.

No domingo de ressurreição de Jesus, três dias após a Sua morte, dois discípulos Seus, que estavam voltando de Jerusalém para Emaús, viveram intensamente essa questão de mudança de humor. Este fato é narrado pelo Evangelista Lucas em (Lc 24, 13-35).

Estes dois discípulos estavam tristes e deprimidos, uma vez que Jesus havia morrido, e segundo o que eles pensavam a esperança havia acabado. Jesus era o Mestre deles, e eles não acreditavam, pelo menos até aquele momento que Ele havia ressuscitado; fato esse que hoje conhecemos muito bem e acreditamos fervorosamente que Jesus está vivo entre nós. No entanto Cleofas e o outro discípulo não tinham esta percepção ou fé que Cristo está vivo.

É interessante perceber que a conversa entre os dois discípulos e Jesus nos mostra que, hoje, fazemos exatamente isso, ou seja, contamos para Jesus tudo que estamos vivendo, expomos para Ele todos os nossos sentimentos, porém sem perceber que Jesus é o primeiro a saber de tudo que passamos. Não entendemos que nos sofrimento ou na angustia, Jesus está conosco. Ficamos de olhos fechados, cegos e não percebemo o amor de Jesus. Os discípulos de Emaús falavam: “És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?” É claro que Jesus sabia de tudo aquilo que eles estavam contando, no entanto, para os discípulos que estavam ‘com os olhos fechados’, Jesus não estava ali junto deles.

No final da caminhada, Jesus iria embora, continuando seu caminho. No entanto Ele foi convidado para entrar na casa de seus discípulos, eles falaram “Fica conosco Senhora”. É claro que Jesus aceitou! Jesus sempre aceita convites para entrar em nossas casas. Você já convidou Jesus para entrar em seu coração e fica com Você?

Fato é que dentro da casa de Seus discípulos, Jesus nos ensina algo maravilhoso. Jesus, já sentado à mesa, pega o pão, abençoa-o e distribui aos discípulos. Neste momento os dois tem seus olhos abertos, a cegueira foi embora. Só Jesus abençoava e repartia o pão daquela forma, por isso eles perceberam imediatamente. Naquele momento Jesus vai embora, no entanto deixa o pão. Pão que na verdade é o próprio Jesus vivo, ou seja, Jesus sempre está presente em nossas vidas, em tudo que vivemos, em nossos relacionamentos e em tudo que nos diz respeito.

Jesus com sua imensa inteligência e amor, se faz presente vivo no pão eucarístico para sempre ficar conosco.

Colaboração: Perpétua – Coordenadora do Grupo de Oração Nossa Senhora de Fátima

Daniel 3, 15-18

15. Pois bem, estais prontos, no momento em que ouvirdes o som da trombeta, da flauta, da cítara, da lira, da harpa, da cornamusa e de toda espécie de instrumentos de música, a vos prostrardes em adoração diante da estátua que eu fiz?… Se não o fizerdes, sereis precipitados de relance na fornalha ardente; e qual é o deus que poderia livrar-vos de minha mão? 16. Sidrac, Misac e Abdênago responderam ao rei Nabucodonosor: De nada vale responder-te a esse respeito. 17. Se assim deve ser, o Deus a quem nós servimos pode nos livrar da fornalha ardente e mesmo, ó rei, de tua mão. 18. E mesmo que não o fizesse, saibas, ó rei, que nós não renderemos culto algum a teus deuses e que nós não adoraremos a estátua de ouro que erigiste.

Nabucodonosor, rei da Babilônia, viveu aproximadamente 600 anos a.C. A Babilônia fazia parte da Mesopotâmia, hoje conhecida como Iraque.

Em seu reinado, Nabucodonosor, liderou um exército a fim de conquistar Jerusalém, e assim o fez. No livro de Daniel Capítulo 1 versículos 3 a 7, podemos observar que Daniel e, outros israelitas exilados, de famílias importantes, foram escolhidos para servirem ao rei. Dentre os escolhidos pelo rei, estavam: Daniel, Sidrac, Misac e Abdênago, esses três último, mais tarde seriam jogados em uma fornalha por desobedecerem a um decreto do rei.

Sidrac, Misac e Abdênago certamente não tinham uma vida fácil naquela época. É claro que para qualquer pessoa exilada a vida não é fácil, no entanto, para esses três era ainda pior, uma vez que eles não seguiam tudo que o rei Nabucodonosor ordenava, causado assim ira ao rei.

Nabucodonosor, em um ato de pura vaidade, manda construir uma estátua de ouro (acredito que essa estátua era dele próprio). Feito isso, o rei cria um decreto que ordena todas as pessoas a caírem de joelhos, adorando a esta estátua toda vez que ouvirem o som de uma corneta, flauta, cítara, harpa, saltério, gaita e outros instrumentos musicais.

Fato é que quase todas as pessoas obedeceram cegamente a este decreto, inclusive os israelitas que foram exilados pelo rei. Os que não adoraram, até onde eu sei, foram Sidrac, Misac e Abdênago. No capítulo 3 do livro de Daniel, não relata o que estava acontecendo com Daniel neste momento, e se ele desobedeceu ao decreto ou não. No entanto, devido ao histórico de Daniel e sabendo que ele foi jogado na cova com os leões por desobediência ao rei, concluo que ele também não obedeceu ao decreto e que somente não estava no contexto deste relato.

É interessante ressaltar que a notícia dos três jovens não estarem adorando a estátua, chegou rapidamente ao conhecimento do rei. Isso aconteceu devido ao fato de que eles eram invejados, pois ocupavam um lugar importante junto ao rei, uma vez que foram escolhidos para ajudarem a administrar os negócios da Babilônia.

É claro que ao saber disso o rei ficou muito nervoso e cumpriu com o que o decreto dizia, ou seja, jogou os 3 jovens na fornalha ardente. O que aconteceu depois é que nos leva a refletir e pensar: “Como pode existir pessoas tão jovens de fé tão madura, fé incondicional?”. Esses jovens que pouco antes de serem atirados ao fogo, declaram: (Daniel 3,18) “Mesmo que isso não aconteça, fique Vossa majestade sabendo que nós não adoraremos o seu deus, nem adoraremos a estátua de outro construída por Vossa Majestade”. Eles estavam referindo ao fato de que mesmo jogados na fornalha se viessem a morrer, ou seja, se Deus não os libertassem, morreriam glorificando a Deus e exaltando o seu nome. Jamais fariam o contrário, jamais trairiam ao Deus verdadeiro.

Penso que é muito fácil glorificar e adorar a Deus quando as coisas estão boas. Quando nada está errado, quando tudo está dando certo… Agora em contraposição, quando tudo está caindo, quando nada dá certo, ou ainda, quando somos jogados nas fornalhas da vida, é difícil fazer o que estes três jovens fizeram. Na verdade é um desafio e um ato de fé, amar, confiar e adorar a Deus mesmo quando tudo ao nosso redor está desmoronando. Quando olhamos ao redor e só o que vemos é chama.

O que estes três jovens nos ensinam é justamente isso. Com tudo contra, sermos capazes de amar e adorar a Deus, pois existe a certeza que Ele é o primeiro a nos socorrer, ajudar e nos livrar do fogo que nos queima.

O rei Nabucodonosor, não queria nem saber do que os três jovens estavam falando. Ele sem qualquer piedade os jogou na fornalha.

Eu ouso a dizer que antes mesmo de Sidrac, Misac e Abdênago chegarem à fornalha, já estava lá, esperando por eles o anjo de Deus. Este anjo, não permitiu que nenhum deles se quer queimasse um fio de cabelo. Durante o tempo que eles ficaram na fornalha, o anjo ficou junto deles; sempre protegendo.

Isso tudo me leva a crer que a fé de Sidrac, Misac e Abdênago era uma fé sem condição. É verdade dizer que em nosso dia-a-dia, estamos acostumados a sempre querer algo em troca em tudo que fazemos. E com Deus fazemos a mesma coisa. A verdadeira fé está acima dos limites da razão, acima do ter ou não ter; ela é independente do que Deus possa fazer por nós nesta vida, pois ele já nos deu o mais precioso: A Salvação! Nossa fé deve ser conforme o exemplo destes três jovens.

É importante observar também que Deus não nos os livra da fornalha e sim nos livra na fornalha. Ou seja, não somos privados de provações na vida, e sim somos salvos. Arrisco a dizer, pois acredito nisso, que se tivermos uma fé tão viva quanto a daqueles jovens; quando entrarmos em uma fornalha sairemos dela sem nos queimar. Na verdade sairemos das fornalhas com glórias a contar, pois Deus sempre honra a nossa fé.

Por isso que os três jovens não eram consumidos pelo fogo. A fé os salvou. Deus enviou um anjo para protegê-los. Enquanto estavam na fornalha, junto com o anjo, nada acontecia com eles. Lá dentro eles adoravam a Deus e O glorificava, pois foram salvos, milagrosamente, das mãos do rei Nabucodonosor.

Podemos então colocar tudo isso em dois pontos de vista: O rei Nabucodonosor não acreditava que Deus poderia salvá-los, pois para o rei aquele cenário era apenas de uma simples execução. Para ele aquilo que estava acontecendo não passava de um dia normal de seu reinado. Já para os jovens o que estava acontecendo era um cenário de milagre. Eles tinham certeza de que entrando na fornalha eles não seriam mortos, pois acreditavam de forma impressionante que Deus os salvariam. Diante de tudo isso Deus revela seu poder e seu amor àqueles que são fieis e acreditam Nele.
Concluo então que devemos entra na fornalha, anda pelo fogo, sem preocupação, pois Deus é fiel e não vai abandonar nenhum filho amado.

Pedro era uma pessoa que sabia pescar. No entanto, em uma noite específica, algo aconteceu de errado, e Pedro, junto com seus amigos, não conseguiram pescar nada. Esse fato podemos acompanhar no Evangelho de São Lucas, capítulo 5, versículos de 1 a 6.

Sendo Pedro, uma pessoa que sabia o que estava fazendo naquela noite, e com certeza ele sabia onde jogar as redes ao mar, e também sabia em quanto tempo retirar-las, ficou frustrado, pois nada havia pescado. Pedro entendia que todas aquelas pessoas que estavam naquela barca podiam confiar nele, pois ele era um especialista em pesca. Era Pedro quem indicava onde e quando jogar as redes. Por tudo isso, eu fico imaginando a frustração de Pedro quando ao final daquela noite eles simplesmente não tinham pescado nada. Ao amanhecer do dia, com certeza vários sentimentos negativos estavam rondando a cabeça de Pedro, e eu acredito que a vontade dele naquele momento era de ir embora para casa para descansar e ficar mais quieto.

Diante de todo esse contexto, chega uma pessoa (Jesus Cristo) e pede para Pedro voltar ao mar e jogar novamente as redes. Vamos rever o versículo 4: “Avance para águas mais profundas, e lancem as redes para a pesca.

É importante entendermos que naquele momento Pedro não conhecia Jesus como o Messias, Pedro não conhecia Jesus como nós conhecemos hoje ou como ele veio a conhecer mais tarde. Naquele momento da vida de Pedro Jesus era somente uma pessoa comum.

Pedro que era especialista em pesca e escuta de uma pessoa comum, uma pessoa que não entendia de pesca, para jogar novamente as redes. Fico imaginando que uma das coisas que poderia vir a cabeça de Pedro era o seguintes: “Eu sou muito bom no que faço, sou pescador a muitos anos e passei a noite naquele mar jogando as redes e não pesquei nada, e agora vem aqui esse homem e pede para eu jogar as redes novamente, quem ele pensa que é?!

No entanto não foi isso que aconteceu. Pedro abriu mão de tudo que ele entendia como pescador, Pedro abriu mão de sua dignidade, pois ele era especialista em pesca, ele abriu mão de sua inteligência, uma vez que se ele não conseguiu nenhum peixe a noite todo foi por um motivo: não tinha peixe naquele lugar. Pedro abriu mão de tudo que ele tinha aprendido com o pai dele sobre pescaria e aceitou o que Jesus tinha lhe proposto. Pedro acatou o que Jesus disse, veja no versículo 5: “Mestre, tentamos a noite inteira, e não pescamos nada. Mas em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”.

Isso que aconteceu naquela noite com Pedro, acontece hoje conosco o tempo todo. Quantas vezes nos deparamos com situações em que fazemos tudo que podemos fazer em uma determinada situação e nada dá certo. Quantas vezes lutamos muito e não conseguimos chegar a nenhum objetivo. Isso acontece conosco pelo mesmo motivo que aconteceu com Pedro. Jesus quando pediu para Pedro jogar as redes novamente, não estava pedindo para jogar as redes em qualquer lugar. Era para Pedro jogar as redes em lugares mais profundos, e jogar as redes em lugares mais profundos não é fácil, mesmo para Pedro que era especialista em pesca. Quantas vezes ficamos na mesmice do dia-a-dia e não conseguimos enxergar que para as coisas darem certas devemos ir além; ir para áreas mais profundas. E da mesma forma que Jesus falou para Pedro naquela noite, Ele vem e fala para todos nós: “Volte para o mar e jogue as redes”.

Atenção, não é para lançar as redes em qualquer lugar! Jogar as redes em qualquer lugar é muito fácil, não requer esforço nenhum, pois já sabemos fazer isso, somos especialista nisso. O que Jesus está nos propondo na verdade é para irmos além, caminharmos para lugares onde ainda não fomos. Muitas vezes não conseguimos ir em lugares mais profundos porque temos medo. Igual uma criança que está aprendendo a andar de bicicleta. A criança não anda sem rodinhas de jeito nenhum. A questão é que a criança andando de rodinhas o passeio dela é limitado, ela brinca e passeia no máximo em uma pequena praça ou jardim. Andando de rodinhas a criança não consegue visitar a cidade e conhecer novos lugares. Nós precisamos arrancar de nossas vidas as rodinhas de nossa bicicleta, pois elas nos limita, e com isso não conseguimos fazer o que Jesus está nos pedindo: “lançar as redes em águas mais profundas”.

O pedido de Jesus consiste em nos libertar do medo do novo. Somos medrosos e a nossa vida se limita a mesmice. E isso, a pedido de Jesus, tem que ter um fim. Chega de superficialidade em nossas vidas; é preciso crescer, viver o novo e sobretudo ir além, sempre com a ajuda de Jesus, sempre perguntar para Jesus onde caminhar e onde exatamente jogar as redes, pois só assim abandonaremos as rodinhas da bicicleta e viveremos sem medo.

A justiça de Deus é muito diferente da justiça dos homens. A justiça dos homens parte de dois pressupostos: o primeiro diz que a cada um deve ser dado o que lhe pertence, e o segundo afirma que cada pessoa deve receber os méritos pelo bem que promovem e os castigos pelos males que causa. A justiça divina é aquela que distribui gratuitamente todos os bens e dá todas as condições para que o homem possa ser feliz e ter uma vida digna e é por isso que Deus criou todas as coisas e as deu gratuitamente para os homens que não viveram a gratuidade e se apossaram do mundo segundo seus interesses. A justiça divina é aquela que não nos trata segundo as nossas faltas, mas age com misericórdia e nos convida a fazer o mesmo.

Êxodo 16, 1-4

Toda a comunidade de Israel partiu de Elim e chegou ao deserto de Sin, entre Elim e o Sinai, no dia quinze do segundo mês após a saída do Egito. Toda a comunidade de Israel murmurou contra Moisés e Aarão no deserto, dizendo: “Era melhor termos sido mortos pela mão de Jave na terra do Egito, onde estávamos sentados junto à panela de carne, comendo pão com fartura. Vocês nos trouxeram a este deserto para fazer toda esta multidão morrer de fome!”

Javé disse a Moisés: “Farei chover pão do céu para vocês: o povo sariá para recolher a porção de cada dia, para que eu o experimente e veja se ele observa a minha lei, ou não.”

Não é difícil perceber que esse povo estava sofrendo profundamente: sofrendo por não acreditar na processa de Deus. Às vezes o cansaço faz isso conosco, acabamos enxergando somente o que está diante do nosso nariz, não conseguimos ver além; e era isso que estava acontecendo com aquele povo, o sofrimento constante em suas vidas fazia deles um povo de pouca fé.

Aquele povo, estava acostumado com uma realidade que foi bruscamente modificada. Eles estavam acostumados a viver como escravos, já viviam daquela forma a algum tempo. É claro que ser escravo não é bom, muito pelo contrário, é péssimo! No entanto, o que eu estou querendo dizer é que eles já estavam acostumados com aquela realidade de escravidão; e quando aconteceu o convite para a libertação, na cabeça deles sair do Egito em para Canaã seria uma caminhada de poucos dias e com muita facilidade e alegria. Não estava nos planos deles caminhar por 40 anos de forma sofrida e difícil.

Na verdade, posso dizer que sair da escravidão e ir em busca da Terra Prometida por Deus, não acabou, pelo menos durante a caminhada, com o sofrimento daquele povo, uma vez que, conforme dito anteriormente eles tinham uma visão pequena de tudo aquilo que estava acontecendo com eles.

Visto tudo isso, é fácil entender aquele povo no momento em que eles estavam reclamando. Quem não reclamaria? Eu seria o primeiro a dar o grito de socorro e pedir para que o sofrimento acabasse, uma vez que eu também enxergo somente o que está próximo de mim. É claro que peço diariamente a Deus para dar-me a graça de ver além, de enxergar o que Deus quer para minha vida e não o que superficialmente eu desejo. Peço a Deus que me faça ver como Moisés e não como o povo via.

O povo reclamava por um único motivo, não estavam preparados para viver aquela realidade de passar necessidades na hora de comer. E por ser um povo humano acabam preferindo aquilo que é mais fácil, preferem o que não requer esforço algum, optam pelo mais fácil, ou seja, preferem voltar à vida de escravidão ao em vez de enfrentar os desafios que Deus coloca em prol da liberdade.

Dessa forma, vivendo no medo, escolhendo aquilo que não requer esforço, escolhendo o mais fácil o povo não está respeitando o desejo de Deus e assim traindo o projeto de Deus.

Diante de tudo isso, Deus com seu amor imenso, seu amor infinito. Ele que é rico em misericórdia age. Misericórdia é amar aquele que não merecer ser amado. Misericórdia e abrir o coração para que o outro entre inteiro. E foi exatamente isso que Deus fez para aquele povo, agiu com misericórdia. Deus vendo o desespero do povo e entendendo a traição deles e pouca fé, pois Deus é misericordioso chama Moisés para conversar e falar com ele que iria resolver o problema da fome do povo. Naquele momento Deus estava abençoando o povo com o Maná. Deus mandou em formato de chuva o alimento. O maná que representa muito mais que alimentação “comida”, o maná e a representação da total misericórdia de Deus para com o povo. Deus abençoou aquele povo da mesma forma que nos abençoa hoje. O maná é uma benção para suprir a necessidade do dia atual, daquele dia especificamente. Não é um alimento igual a outro qualquer que armazenamos e guardamos para o dia seguinte. O maná é o alimento para o dia de hoje e Deus alimentava aquele povo todos os dias de acordo com a necessidade de cada um. Uns tinha a necessidade de comer mais, outros de comer menos, mais o importante é que todos ficavam saciados igualmente. Isso acontece pelo motivo que se Deus nos alimentasse de tudo que necessitamos de uma vez só, não daríamos conta de absorver tudo. Uma vez que Deus tem uma benção diferente para nós a cada dia.

Se fosse diferente disso, agiríamos igual a uma criança quando ganha um monte de brinquedo de uma vez só. A criança além de não conseguir brincar com todos os brinquedos, pois não daria tempo, ela perderia o interesse muito fácil, pois tem brinquedo em abundância, não teve esforço nenhum para conseguir aquele brinquedo e acaba não dando atenção necessária.

O mesmo acontece conosco hoje. Deus nos abençoa cada dia de forma diferente, e temos que aprender a entender isso e viver o que realmente o maná é para nossas vidas, pois do contrário vamos comer arroz com feijão a vida toda e tendo disponível para nós toda a comida que precisamos e queremos.

Comer arroz com feijão todos os dias quando temos em abundancia carnes, legumes, frutas etc, me perdoem mais é burrice. Temos que parar de viver na mesmice e começar a entender que somos filhos de Deus e abençoado por Ele.

Deus está nos alimentando… Qual é a sua fome? Você tem fome de que? Fome de perdão? Fome de fé? Fome de sair das drogas? Fome de para com o adultério? Qual é a sua fome de hoje. Deus está te abençoando e te alimentando.

Eu posso dizer que órfão é aquele que perdeu os pais ou um deles. Ser órfão é viver sem uma referência. Ser órfão, eu posso arriscar em dizer, que é viver no medo e na inseguraça, uma vez que um órfão não tem um lar, não tem uma família e alguém para contar nos momento difíceis.

Sorte nossa que numca ficaremos órfãos, pois temos Deus como Pai. Podemos ver isso claramente em Romanos 8, 14-17.

Pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.

Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai!

O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus.

E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados.

Nós somos filhos de Deus, somos sacrários, ou seja, o Espírito Santo habita em nós. Com essa verdade em nossas mãos podemo sim, bater a mão no peito e falar para o mundo: “Eu tenho um grande Deus por mim, não estou sozinho nessa vida.”