Publicado por: Sérgio Santos em: Junho 1, 2009
Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé. Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes. Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia. Jesus, porém, respondeu: Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer. Mas, disseram eles, nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes. Trazei-mos, disse-lhes ele. Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo. Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios. Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças. Evangelho de São Mateus: 14, 13-21
Neste contexto, é fácil perceber que Jesus havia se deslocado, junto com seus discípulos para um lugar deserto a fim de ficarem sozinhos. Jesus estava naquele momento, querendo ficar sozinho para poder rezar, ou seja, encontra-Se com o Pai.
No entanto, Ele não imaginava que uma multidão O estava acompanhando. O lugar para onde Ele estava indo era deserto, longe de qualquer cidade. Diante disso, Jesus ficou surpreso ao ver tanta gente naquele lugar inóspito. Mesmo assim, Jesus abriu mão daquilo que ele queria naquele momento, rezar e encontrar-Se com o Pai, para ficar com o povo. Ali ele curou enfermos, cuidou do povo em fim amou como sempre.
Um garoto havia percebido toda aquela movimentação em sua cidade e resolveu pesquisar para saber do que se tratava. Logo ele percebeu que era Jesus que estava passando arrastando uma multidão para perto dele. Sem pensar ele foi conversar com sua mãe:
- Mãe, posso ir ao encontro de Jesus. Ele é um homem muito bom e que fica curando as pessoas doentes. Posso mãe?
A mãe desse menino logo negou.
- Claro que não meu filho. Estou sabendo que esse tal Jesus está arrastando toda essa gente para um lugar deserto, longe daqui. Como você vai fazer para ir e para voltar? E se você ficar com fome? O que vai acontecer?
Porém o garoto não desistiu e insistiu com sua mãe até ela aceitar.
- Ok meu filho, vou deixar você ir, mais você vai levar essa sexta com 5 pães e 2 peixes. Assim você não vai ficar com fome. Vai com cuidado meu filho e volte antes do anoitecer.
Existe então duas partes nesta palavra de Deus:
- O garoto; e
- O resto do povo.
Veja bem, todo aquele povo seguindo Jesus sem se preocuparem com distância, fome ou qualquer outra situação que poderia deixá-los longe de Jesus. Isso mostra a fé daquelas pessoas, uma vez que estando perto de Jesus não nos faltará.
Meu irmão convido você a refletir sobre essa situação, e imaginar você como o povo daquele dia, seguindo Jesus com as mãos vazias, completamente dependente da obra do Cristo. Quantas vezes nos deparamos com essa situação, onde Jesus passo por nós e por pura limitação humana nós não temos coragem de segui-lo pois estamos muito ocupados ou com algum medo, medo de ficar com fome, ou seja, medo de faltar alguma coisa em nós que o próprio Cristo não poderia completar. É errado pensar assim!
O convite de Cristo para nossa vida é justamente fazer exatamente o que aquele povo fez naquele dia.
Deixar tudo e seguir Jesus, seja pra onde for. Seja perto ou seja longe, seja rápido ou seja demorado. Não podemos nos preocupar com situações que o próprio Cristo resolverá para nós.
A outra linha desta palavra é entendermos o que é ser como o garoto. Veja bem, o garoto foi a única pessoa que levou algo de comer para aquele lugar. Podemos entender aqueles 5 pães e 2 peixes como nossas misérias, tudo aquilo que temos de pouco em nossa vida.
Meu irmão é essa verdade que Cristo nos convida a viver hoje. Entregar a Ele tudo aquilo que em nós é miserável. O garoto naquele dia não tinha 1 milhão de pães e peixes para servir a todos, mais ele ofereceu o que tinha: 5 pães e 2 peixes o resto é o Cristo que faz.
E eu te pergunto agora: o que em você é miserável? Se você está pensando em “não tenho tempo” é uma verdade para todos nós. Então eu te convido a oferecer essa sua miséria a Cristo. “Senhor eu Te ofereço o meu tempo. O que eu menos tenho no momento é tempo, Senhor. E por isso ofereço a Ti, para que, da mesma forma que o Senhor multiplicou aqueles pães e peixes eu Te peço: Multiplique o meu tempo, pois estou me perdendo na minha vida e não estou conseguindo dar valor aquilo que realmente preciso dar valor”.
Meu irmão eu ainda chama a sua atenção para a seguinte frase da palavra: “dai-lhe vós mesmos de comer”. Essas palavras ditas pelo Cristo aos apóstolos são muito significativas. Neste momento Jesus está nos ensinando que ele nos alimenta por meio de nós mesmos, ou seja é por meio daquilo que podemos oferecer a Ele que somos alimentados em dobro, em triplo, infinitamente. Os discípulos não entenderam e queria juntar umas moedas para comprarem comida. Isso também acontece conosco, queremos resolver as coisas, da forma mais fácil, mais rápida não conseguimos visualizar além. Quantas vezes nós tentamos resolver as coisas seguindo uma visão superficial. Temos que ter uma visão mais profunda, uma visão mais voltada para Deus uma visão de fé e esperança, pois só assim vamos consegui oferecer a Deus as nossas mais profundas misérias e esperar Nele o milagre da multiplicação do pão em nossas vidas.
Publicado por: Sérgio Santos em: Maio 5, 2009
Algum tempo depois que Agostinho chegou a Cartago, ele teve uma péssima notícia: seu pai havia falecido. A responsabilidade agora havia aumentado para Agostinho, uma vez que ele deveria, devido ao fato de sua mãe ter ficado sozinha em Tagaste, obter êxito nos estudos para de alguma forma, confortar o coração de sua mãe Mônica, agora viúva e com o filho amado longe de casa. No entanto, não seria difícil para Agostinho obter sucesso nos estudos, uma vez que ele era muito inteligente. Ele sempre atribuía esse fato a Deus. Agostinho dizia que era autodidata; além disso, ele aprendia facilmente matérias que seus amigos tinham imensa dificuldade para compreender.
Naquela época, mesmo dedicando quase todo o seu tempo aos estudos, Agostinho ia à Igreja, atraído por uma espécie de instinto. Ele sentia vontade de ler a Bíblia, porém nunca ia adiante, devido ao fato de ele achar que as páginas escritas na Bíblia eram bastante humildes, e isso o desanimava. É interessante ressaltar que Agostinho, mesmo pensando dessa forma, nunca desistiu de ler a Bíblia, e acabou por se aprofundar no estudo da Sagrada Escritura. Ele quis fazer isso com o objetivo de provar para si mesmo que a Bíblia não era uma “escrita humilde”; pelo contrário, era uma escrita inspirada por Deus.
Envolvido com a leitura da Bíblia, Agostinho, movido pelos ensinamentos de sua mãe Mônica, não conseguia tirar da cabeça o Cristo. Sentia a necessidade de crer; buscar a fé. No entanto, estava encurralado entre a filosofia e a religião. Logo caiu em heresia. Foi neste turbilhão de pensamentos que Agostinho se deixou levar pelos maniqueus. Os maniqueus faziam promessas interessantes que atraiam Agostinho, uma vez que ele estava a procura de respostas para tantas dúvidas que lhe passavam pela cabeça. Resumidamente, maniqueísmo é uma filosofia dualista que divide o mundo entre o Bem e o Mal.
Agostinho estava entregue ao maniqueísmo, mesmo assim conseguiu terminar os estudos em Cartago. Ele estava encantado com essa nova visão do universo. Agostinho, não quis ficar em Cartago. Depois de se formar, preferiu voltar a Tagaste onde abriu uma escola de gramática. Como já vimos anteriormente, no primeiro capítulo do nosso estudo, Agostinho volta para Tagaste com uma esposa e um filho.
Sua chegada a Tagaste foi muito celebrada por sua mãe Mônica. Na verdade, Mônica estava meio triste por receber seu filho da forma como ele estava. Ela o conhecia e sabia de sua conduta e como tratava a sua esposa. Agostinho não era fiel a esposa. No entanto, Mônica não podia cobrar fidelidade do filho, uma vez que o seu próprio pai (Patrício), também, não havia sido fiel a mãe Mônica. Além disso, Mônica estava muito triste, pois não podia aceitar o fato de Agostinho ter se aderido ao maniqueísmo; isso já era de mais para Mônica aceitar.
Com tudo isso acontecendo, Agostinho não ficou na casa de sua mãe Mônica. Mesmo assim, ela continuava a sua vida de oração e clamava a Deus pela conversão de seu amado filho Agostinho. É sabido que Mônica, depois da morte de seu marido, se consagrou a uma vida de oração e a práticas de boas ações.
Agostinho em seu livro Confissões nos narra o que a sua mãe Mônica viveu e sofreu com a sua perdição:
“Nesse sonho, (Mônica) viu-se de pé sobre uma régua de madeira, e um jovem luminoso e alegre lhe foi sorridente ao encontro, enquanto ela estava triste e amargurada. Perguntou-lhe os motivos da tristeza e das lágrimas cotidianas, não por curiosidade, mas para instruí-la como acontece muitas vezes. E, respondendo, ela disse que chorava minha perdição. Ele a confortou, aconselhando-lhe que prestasse atenção e visse que onde ela se encontrava, aí estava também eu. Ela olhou e me viu diante de si, de pé, na mesma régua”. (Conf. III, 11, 19)
As orações de Mônica mexiam profundamente com Agostinho. No entanto, Agostinho não se mostrava abalado, e continua com a sua vida de professor e pregador do maniqueísmo. Agostinho não ficou muito tempo em Tagaste. Ele tinha um temperamento muito impulsivo. Ficou extremamente triste após a morte do seu melhor amigo e não conseguiu ficar em Tagaste. Foi quando voltou para Cartago onde permaneceu por oito anos antes de ir para a Europa.
Continua…
Publicado por: Sérgio Santos em: Abril 19, 2009
Ezequiel era um profeta. Ele viveu em aproximadamente 593 aC. Vivia em Jerusalém, numa época muito difícil, pois Nabucodonosor imperador da Babilônia, estava destruindo toda a Jerusalém. Nesta época ele e outros moradores de Jerusalém, foram levados por Nabucodonosor para a Babilônia para ficarem lá como exilados. Ezequiel ficou na Babilônia enquanto Jerusalém estava sendo destruída. As profecias de Ezequiel, no entanto, começaram a acontecer 5 anos depois que ele chegou a Babilônia.
Ezequiel estava sofrendo muito, vendo, de longe, Jerusalém sendo destruída e sabendo que o povo desta cidade sofria de doenças crônicas: o desânimo, o desamor, a falta de fé e de amor e descrença, a idolatria e muitas outras. Ezequiel sofria junto, porque via que aquela cidade estava longe de Deus e em decadência. Ezequiel sofria muito sim, porém ele não perdia a fé em Deus e acreditava que Deus poderia mudar toda aquela situação de guerra e derrota de Jerusalém para o exército babilônico. Ezequiel acreditava na ressurreição, ou seja, renovação de toda a nação, ele acreditava que Deus poderia remodelar, renovar e reviver toda a Jerusalém e o seu povo.
Para isso acontecer, Ezequiel tinha certeza que o povo deveria assumir todos os erros. Não omitir a sua culpa e pecados contra Deus e seu projeto. O povo deveria assumir a responsabilidade de tudo que estava acontecendo, pois Jerusalém estava sendo destruída e o povo estava vivendo em pecado. Ezequiel acreditava que o povo deveria viver uma “ressurreição”, pois só uma “reforma” não bastaria. Uma reforma só abreviaria a derradeira derrota de Jerusalém. Por isso ele fala de ressurreição: um povo que já estava morto deveria assumir seus erros e pecados e aceitar Deus no coração e assim nascer novamente para uma vida nova e justa que condiz com o projeto de Deus.
Na Sagrada Escritura, no livro do profeta Ezequiel 36, 25-28 podemos ver que Deus promete um novo coração para o povo de Jerusalém, um coração de carne e também a purificação, por meio do seu Santo Espírito de todo o ser:
“Derramarei sobre vocês uma água pura, e vocês ficarão purificados. Vou purificar vocês de todas as suas imundices e de todos os seus ídolos. Darei para vocês um coração novo, e colocarei um espírito novo dentro de vocês. Tirarei de vocês o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne. Colocarei dentro de vocês o meu espírito, para fazer com que vivam de acordo com os meus estatutos e observem e coloquem em prática as minhas normas. Então vocês habitarão na terra que dei aos seus antepassados: vocês serão o meu povo, e eu serei o Deus de vocês.”
Da mesma forma que o povo que morava em Jerusalém, fora exilados por Nabucodonosor, nós hoje, também estamos “exilados. Quantas vezes, também não vivemos assim: “exilados”. Exilados por nós mesmos, nós mesmo nos afastamos das coisas de Deus e nos afastamos de seus projetos. Quantas vezes nós nos exilamos do amor, do perdão, da compaixão, da paciência, da misericórdia. Quantas vezes vivemos com um coração de pedra batendo dentro de nós, um coração que não é capaz se quer de abraçar o pai, a mãe o filho o irmão e falar: “olha filho, eu te amo”. Um coração de pedra que não permite chegar em casa e dar um sorriso para a esposa ou esposo. Este exílio que sofremos, causados por nós mesmo, tem cura. Da mesma forma que Ezequiel profetizou para o povo de Jerusalém eu falo pra vocês hoje meus irmão: Deus quer te transformar, Deus está aqui te presenteando com um coração novo um coração de carne, isso é uma promessa de Deus para você.
É importante dizer que Deus sempre cumpre com o que promete, SEMPRE! Então meu irmão eu te convido a tomar posso dessa promessa de Deus e receba um coração NOVO um coração de carne, ou seja, um coração que pulsa da forma que Deus planejou; um coração que ama verdadeiramente, que perdoa, um coração paciente, misericordioso, um coração manso e humilde.
E eu vou mais profundo nessa meditação. Convido vocês a assumirem os seus pecados, assumirem as suas falhas com Deus, assumirem a sua pequenez, assumirem tudo que está te causando insônia, tudo que faz você ficar com o coração apertado de tanta vergonha. Assuma que você é pecador e entregue tudo isso que você está assumindo nas mãos de Deus convertendo-se e querendo viver conforme o projeto de Deus, conforme Deus tem falado, ou seja, no amor e na misericórdia, pois só assim seremos transformados e “ressuscitados” para uma vida nova banhado pelo Espírito Santos de Deus.
Publicado por: Sérgio Santos em: Abril 13, 2009
No capítulo 19 do livro do Gênesis é narrado o episódio da destruição das cidades de Sodoma e Gomorra. Mais por que isso aconteceu?
Segundo o relato bíblico, as cidades e os seus habitantes foram destruídos por Deus devido à prática de atos imorais.
Não vou ficar preso ao simples fato de as duas cidades estarem ou não em pecado contra Deus. Quero mirar em outro fato desta história. Veja bem, antes de Deus destruir essas duas cidades, Abraão intercede por Sodoma: “Destruirás o justo com o injusto? Talvez haja cinquenta justos na cidade! Destruirás e não perdoarás a cidade pelos cinquenta justos que estão no meio dela? Longe de ti fazeres tal coisa: matar o justo com o injusto, de modo que o justo seja confundido como o injusto! Longe de ti! Será que o juiz de toda a terra não fará justiça? Javé respondeu: Se eu encontrar cinquenta justos na cidade de Sodoma, perdoarei a cidade toda por causa deles. Abraão continuou: Eu me atrevo a falar ao meu Senhor, embora eu seja pó e cinza. Mas talvez faltem cinco para os cinquenta justos: por causa de cinco, destruirás a cidade inteira? Javé respondeu: Não a destruirei, se eu nela encontrar quarenta e cinco justos. Abrão insistiu: Suponhamos que só existam quarenta! Javé respondeu: Por causa dos quarenta, eu não o farei. Abraão continuou: Que meu Senhor não fique irritado se eu continuo falando. E se houver trinta? Javé respondeu: Se houver trinta, eu não o farei. Abraão insistiu: Estou me atrevendo a falar ao meu Senhor. Talvez haja vinte! Javé respondeu: Por causa dos vinte, eu não a destruirei. Abraão continuou: Que o meu Senhor não se irrite se eu pergunto pela última vez: E se houver dez? Javé respondeu: Por causa dos dez, eu não a destruirei. Quando terminou de falar com Abraão, Javé foi embora”. (Gênesis 18, 23b-33a).
A intercessão de Abraão mostra que Deus é misericordioso e que se existir justos entre nós, então seremos salvos. Com esse texto conseguimos perceber até onde Deus é capaz de ir para salvar os injustos. Abraão insiste com Deus perguntando se ele deixaria de destruir Sodoma e Gomorra caso encontrasse justos entre os injustos. Podemos perceber, então, que Deus está disposto a salvar não só essas duas cidades, mais sim a humanidade inteira, e por causa de um só justo: Jesus Cristo.
As duas cidades, Sodoma e Gomorra, foram destruídas por Deus, pois não existiam naqueles lugares se quer um justo. As cidades estavam tomadas pelo pecado e o clamor contra elas era muito grande e os pecados delas eram gravíssimos, dentre eles o homossexualismo.
Por meio dessa reflexão podemos dar glória a Deus e agradecer por sua infinita misericórdia. Obrigado meu Deus por enviar o seu único filho para ser o justo. Assim, por meio de Jesus Cristo somos salvos, livres de nossos pecados e assim caminhamos para o céu
Publicado por: Sérgio Santos em: Abril 11, 2009
Acabei de ler o livro do Gênesis. Na verdade eu o li três vezes seguidas, para poder entender melhor o que Deus está falando.
Sabemos que Gênesis é um dos livros do PENTATEUCO. A palavra pentateuco é derivada do grego e significa “cinco livros”, e neste contexto pentateuco indica os cinco primeiros livros da Bíblia.
Esses cinco primeiros livros da Bíblia é onde se encontram as leis de Deus, e por isso os judeus chamam essa parte da Bíblia de Torá, do hebraico lei.
A leitura do livro do Gênesis, na minha opinião, começa a ficar interessante, a partir do capítulo 12. Os 11 primeiros capítulos, que são muito importantes, mostra a criação do mundo por Deus e o dilúvio. Já os capítulos seguintes narra a tragetória de Abraão. O livro mostra que o povo de Deus, que seria libertado da escravidão do Egito, começa a ser formado no seio da família de Abraão e Sarai.
A história mostra que Sarai era infértil, e por esse motivo não poderia ter filhos. Como pode uma geração inteira começar de um casamento onde a mulher é infértil? Muito difícil de viver, tanto que Sarai não acredita que seria a progenitora dos filhos de Abraão, e oferece a ele a sua empregada para que assim Abraão possa ser o pai de uma grande geração, o futuro povo de Deus.
Era comum naquela época as esposas inférteis sederem suas empregadas ao marido, assim o marido não se frustaria por não ter filhos. E foi exatamente o que Sarai fez, e Abraão, por não entender o que Deus estava realmente querendo pra vida dele, aceitou. Abraão teve um filho com a empregada de Sarai, deu a ele o nome de Ismael.
Quatas vezes fazemos exatamente isso. Esquecemos ou duvidamos das promessas de Deus em nossas vidas e procuramos o caminho mais próximo o caminho mais fácil. Não é inteligente duvidar do que Deus promete. É bom lembrar que o tempo de Deus é diferente do nosso, veja bem, se Deus te prometeu uma coisa pode demorar um dia, um ano ou uma vida toda, mais se Ele prometeu com certeza vai cumprir. Foi o que aconteceu com Abraão, Deus curou a infertilidade de Sarai e ela deu a Abraão um filho (Isaac).
Da mesma forma que Deus curou Sarai ele nos cura. Cura de toda a nossa arrogância, impaciênica, nos liberta de todos nosso pecados. Acredite nisso meu irmão, Deus é misericordioso e seu amor é infinito.
Publicado por: Sérgio Santos em: Abril 9, 2009
Todos nós temos uma forte tendência a fazer aquilo que nos é conveniente, ou seja, toda vez que vamos fazer alguma coisa: seja pequena ou grande, procuramos fazer o que é mais fácil pra nós, ou que vai nos retornar rapidamente alguma coisa. Isso acontece, muito por causa de nossa limitação humana; não somos capazes, na maioria das vezes, de pensar naquelas pessoas que estão ao nosso lado, por exemplo, nossos filhos, esposa, amigos, pais etc. Isso acontece pelo motivo de que a vontade que temos de satisfazer as nossas necessidades superam a vontade de ajudar o outro. No entanto, sempre que fazemos algo pensando exclusivamente em nós mesmo e ficamos com o pensamento: ‘Será que eu poderia fazer diferente? Será que eu poderia ajudar alguém antes de mim mesmo?’. Esses pensamentos, na verdade são conflitos existenciais que carregamos desde que nascemos. É por meio desses conflitos que acabamos por fazer o bem. Muitas vezes o que pensamos é tão contraditório daquilo que agimos que acabamos nos arrependendo e re-fazendo as coisas para assim ficarmos com a nossa consciência limpa e tranqüila.
Eu sempre vivo esses conflitos. Todas as vezes que me deparo pensando que poderia fazer algo melhor, paro tudo que estou fazendo e vou conversar com Deus. Sempre, Ele me ilumina e acabo seguindo o que está em Seu coração. Convido você a fazer o mesmo. Pare sempre que ficar com o coração apertado, e reze, clame ao Espírito Santo e peça a Deus que o ilumine em sua decisão.
Publicado por: Sérgio Santos em: Março 30, 2009
Santo Agostinho, Bispo, Padre e Doutor da Igreja
O norte da África, também conhecido como África branca é composta pelos países: Egito, Sudão, Líbia, Marrocos, Argélia, Tunísia, Mauritânia e Saara Ocidental. Nestes países a religião predominante hoje em dia é mulçumana e a língua mais falada é o árabe. O norte da África é conhecido como África branca, muito pelo predomínio da população árabe naquele local. Esse povo chegou ao norte do continente durante o processo de expansão do islamismo, que tinha como objetivo difundir a fé muçulmana.
Agostinho cresceu na África do Norte com fortes influências dos romanos, tanto na língua como no aspecto cultural e religioso. Filho de Patrício e Mônica. Nasceu em Tagaste, Tunísia, no dia 13 de novembro de 354 d.C e viveu 76 anos, morrendo em Hipona, Argélia.
Quando tinha 17 anos foi para Cartago para estudar Direito, no entanto se encantou com a literatura e acabou se formando mesmo em Literatura. Cartago era originariamente uma colônia fenícia, situada na Tunísia. Foi uma potência na Antigüidade, disputando com Roma o controle do mar Mediterrâneo. Cartago, no entanto, foi destruída por Roma depois das três Guerras Púnicas (149 a.C. – 146 a.C.). Porém, aproximadamente um século antes de Cristo, Caio Júlio César e Otávio Augusto reconstruíram Cartago como colônia de Roma. Cartago, novamente, adquiriu grande prosperidade e sua população cresceu a ponto de se tornar a quarta maior cidade do Império Romano.
Agostinho morou, estudou e deu aulas em Cartago, até os seus 29 anos de idade.
Assim que ele se formou, ele voltou para Tagaste para dar aulas, porém não chegou só, levou junto uma esposa e um filho. Muito elétrico, não conseguiu ficar muito tempo em Tagaste, então voltou para Cartago. Depois foi pra Roma, capital da Itália e passou também por Milão, onde deu aulas de retórica. Agostinho ficou aproximadamente cinco anos na Europa, depois voltou para África, onde ele passou a maior parte de sua vida (Tagaste e Hipona são os dois lugares chave da existência de Santo Agostinho).
A história de Santo Agostinho marca o século IV com sua figura de bispo de Hipona. O interessante é que Agostinho só foi batizado em 387 em Milão, ou seja, com aproximadamente 33 anos. Ele foi ordenado sacerdote e bispo em 394. Sua atividade de pastor e pregador foi determinante para a vida das igrejas na África do Norte.
A infância de Agostinho
A vida religiosa de Agostinho não era fácil. Não existia, para Agostinho, uma identidade religiosa clara em sua casa. Seu pai Patrício era pagão enquanto que sua mãe Mônica era cristã. A mãe de Agostinho Mônica se tornaria mais tarde santa da Igreja Católica.
“Meu pai era, por um lado, muito benigno e amoroso; por outro, muito iracundo e colérico. Quando minha mãe o via irado, tinha o cuidado de não lhe contradizer nem por atos, nem por palavras. Depois, quando a ocasião lhe parecia oportuna e, passado aquele aborrecimento, o via sossegado, então lhe mostrava como tinha se irritado sem refletir” (Conf. IX 9, 19)
Como já dito, Agostinho não foi batizado logo que nasceu, pois existia uma cultura na África do Norte, naquela época, que dizia que era melhor batizar as pessoas mais velhas para que a água do batismo lavasse todos os pecados vividos pela pessoa até aquele momento. Ele foi batizado aos 33 anos. Dá pra perceber então, que isso aconteceu muito pelo motivo de ele viver nesta cultura, e não por qualquer outro motivo, mesmo porque Mônica era uma cristã católica fiel aos costumes da Igreja local.
Agostinho tinha pelo menos dois irmãos (Navigio, que se converteu junto com Agostinho, e uma irmã, Perpétua, que se casou, ficou viúva e tornou-se superiora do mosteiro de Hipona).
Agostinho era muito ativo em sua infância e costumava encabeçar as “turmas” de amigos. Mônica, sua mãe, sempre conversava com ele sobre Deus, ensinava que Jesus era o Salvador e que tinha morrido para livrar-nos dos nossos pecados. Ela tentava de todas as formas introduzir o pequeno Agostinho na Igreja e na fé cristã, mas era difícil para Mônica pedir fé para uma criança cujo pai era pagão, no entanto ela nunca desanimou, além disso, possuía o dom da persuasão: suas palavras, suas imagens, tinham uma força sedutora tão grande que, dificilmente, se podia esquecer. Com certeza, os ensinamentos de Mônica ao seu filho Agostinho ficaram no coração dele por toda infância e adolescência. Esse tipo de ensinamento dificilmente a pessoa esquece, ela pode até não por em prática, mas no fundo do coração está guardadinho.
Como já mencionado, Agostinho era professor de literatura, porém na sua infância ele detestava ir à escola e, com isso, sempre ficava de castigo. Todo dia antes de ir para escola Agostinho rezava: “Ó, meu Deus! Não deixe que eu seja castigado hoje na escola”. Fica claro então, que na infância Agostinho não era espelho para ninguém. Ele chegava a enganar seus professores e pais cometendo inclusive alguns atos nada recomendáveis, como por exemplo, furtos.
Agostinho não ficou muito tempo estudando em Tagaste. Ele foi para Madaura, uma cidade vizinha de Tagaste. Já em Madaura, onde foi para estudar gramática, vivia em um ambiente totalmente diferente ao que estava acostumado em sua casa com sua mãe e, com isso, afastou-se de seus ensinamentos esquecendo-se de Jesus e do seu amor.
Infelizmente em Madaura não havia professores de retórica (Agostinho era apaixonado por retórica) e por isso não pôde continuar em Madaura depois de terminar os estudos de gramática voltando, assim, para Tagaste, onde ficou parado, sem ir à escola. Deste modo, com todo esse tempo ocioso, Agostinho começa a sua vida de vícios e prazeres da carne, e foi só “descendo ladeira abaixo”.
Entretanto, sua mãe nunca desistiu dele. Sempre em oração, ou então dava conselhos e tentava também colocar seu filho no caminho reto, todavia sem muito sucesso. Mônica chorava e rezava diariamente, porém Agostinho continuava sua vida de “marginal”, sem dar ouvidos à sua mãe.
Ele andava com vários amigos e más influências dificultando, assim, a vida de oração de sua mãe. No entanto Mônica jamais desistia de Agostinho, passava o dia preocupada com ele e muitas vezes rezando pedindo a Deus por sua conversão.
Entende-se, após ler “Confissões” de Santo Agostinho que ele era um menino bom, porém ele era fraco e tinha vergonha de ser diferente de seus amigos, por isso se igualava e vivia na promiscuidade, o que pode ser evidenciado no trecho abaixo, retirado do livro “Confissões”:
“Mas eu o ignorava para a minha perdição, com cegueira tal, que me envergonhava diante de meus companheiros, de parecer menos depravado que os outros, quando os ouvia exaltando as próprias infâmias, tanto mais dignas de glória quanto mais infames eram. Eu queria fazer o mesmo, não só pelo fato em si, mas pelo louvor que disso resultava. Nada é tão digno de censura como o vício! No entanto, para não ser censurado, eu mergulhava ainda mais no vício! Quando não podia me igualar a meus companheiros corruptos, fingia ter praticado o que não praticara, para não parecer desprezível pela inocência, ou ridículo, por ser casto” (Conf. II, 3, 7).
Por fim, seus pais conseguiram dinheiro para mandar Agostinho para Cartago continuar os estudos.
Continua…
Publicado por: Sérgio Santos em: Outubro 15, 2008
Segundo o Evangelho de São João 15, 5-6:
“Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á.”
Em primeiro lugar, devemos entender que não somos uma instituição onde Jesus é o nosso chefe e somos apenas empregados. Empregados que dizem sim Senhor e que fica obedecendo a ordens o dia todo. Jesus não quer isso para nossa vida. Ele nos convida a um relacionamento diferente com Ele, relacionamento de amizade. Somos escolhidos D’ele, escolhidos para sermos amigos íntimos e não empregados como se estivéssemos em uma instituição.
No versículo 15 do capítulo 15 do evangelho de São João isso fica muito claro “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.”
E você? Escolheu Jesus para ser o seu amigo? Desde que nascemos, ou melhor antes de nascermos quando ainda estávamos na barriga de nossa mãe Jesus já tinha nos escolhido para sermos amigos dele. O que está faltando para você aceitar essa amizade e escolher Jesus como seu amigo? Jesus está querendo essa amizade com você a muito tempo. Aceite!
No versículo 5 Jesus diz que é a videira e que nós somos os ramos. Ser ramo da videira de Jesus é sem dúvida uma responsabilidade muito grande. Ser ramo da videira de Jesus é o mesmo que aceitar produzir frutos do amor. Somos chamados a produzir frutos, pois somos ramos da videira. Estou falando do fruto do amor. Produzir esse fruto é você estar de bem com você em primeiro lugar, se conhecer e amar a você mesmo. Depois amar o próximo amar o seu pai, sua mãe seus irmãos em fim sua família e também as pessoas que estão no seu meio. Porém Jesus nos convida também a vivermos uma experiência nova de amar! Amar também as pessoas que não conhecemos direito. Amar o vizinho, o amiguinho de nossos filhos os professores etc.
No versículo 6 Jesus nos chama atenção para o fato de que se não produzirmos frutos e se não ficarmos ligados a sua videira seremos jogados fora e conseqüentemente queimaremos. Isso de certa forma nos dá medo. Como uma pessoa tão pecadora como eu posso ficar grudado na videira. Eu não consigo, sou fraco e pecador. Como posso produzir fruto de amor? Como posso ser rama da videira de Jesus? A resposta é muito simples. Deus com o seu amor infinito. Seu amor perfeito, nos ajuda a purificarmos por meio do sacramento da confissão e eucaristia. Essa purificação nos coloca sim a disposição do serviço de amar. Nos coloca a disposição para sermos ramos da videira de Jesus e produzir frutos. Frutos principalmente de amor.
Sinto uma tristeza muito grande em meu coração quando leio esse evangelho e me lembro de pessoas que estão tão longe desta videira. Que são galhos secos e que se queimarão. Fico triste em ver pessoas que não acreditam na palavra de Deus e que não conseguem produzir o fruto do amor, pois estão desgarrados da videira.
Deus tem falado ao meu coração que todos nós ao nascermos ganhamos juntos uma missão. Na verdade nascemos com um vocação. Nascemos vocacionados para amar. Para produzir frutos do amor. E com essa verdade em nosso coração é que damos graças ao Senhor Deus todo poderoso que nos enviou o seu amado filho para nos ajudar nessa nossa missão e vocação que é amar e ser amado.
Publicado por: Sérgio Santos em: Outubro 11, 2008
Deus nos criou para vivermos em comunidade. Não é nada fácil viver sozinho, mesmo sabendo do fato de que quando estamos sozinhos não existe contradições, opiniões adversas ou qualquer tipo de contrariedade. No primeiro capítulo do livro Genesis, Deus cria o mundo e todo o ser vivo que o habita. Porém, no momento de criar o ser humano, é a Santíssima trindade que o faz. Ou seja, é Deus se fazendo em três pessoas para criar um ser que não pode ficar sozinho.
Lembrando da imagem do Cenáculo, Jesus enviou o Espírito Santo para os 12 apóstolos e Maria quando estavam rezando em comunidade. Todos eles, com certeza, faziam as suas orações pessoais, porém foi no momento de oração em comunidade que receberam o Espírito Santo de Deus.
É importante ficar bem claro que existe um grande valor em nossa oração pessoal, que fazemos quando estamos sozinhos, porém Deus nos convida e orar e viver em comunidade. Experimente rezar, para e, com os seus amigos. Experimente um dia, lembrar das pessoas que te maltrataram durante a semana, e peça a Deus o batismo do Espírito Santo por esta pessoa. Você estará vivendo em comunidade e isso traz curas infinitas para o nosso coração, curas talvez físicas, pois muitas vezes temos dores pelo nosso corpo por motivos psicológicos ou falta de perdão.
Viver em comunidade é ajudar o outro. Viver em comunidade e olhar para as pessoas que amamos e compreendemos as suas limitações. É ajudar os nossos familiares, mais também, ajudar uma pessoa que não conhecemos.
Veja bem, podemos ajudar as pessoas de várias formas:
- Doando roupas que não vamos mais usar;
- Doando alimentos;
- Ajudando pessoas com dificuldades de comunicação;
- Sorrindo;
- Olhando nos olhos de quem amamos;
- E principalmente amando quem não conhecemos;
Meu irmão, convido você a viver mais em comunidade, a viver olhando nos olhos das pessoas que você ama e não ter vergonha de chegar para o seu pai, sua mãe, seu filho… e dizer: “Eu te amo”.
Publicado por: Sérgio Santos em: Setembro 20, 2008
Está acontecendo no Grupo de Oração RENASCER um seminário de vida no espírito.
Nesta sexta-feira (19/09) as 20h vivemos o tema (Amor ao irmão e perdão) com a pregação de Michele do Grupo de Oração Cenáculo.
A palavra de Deus para a pregação foi mt 6,14. Michele nos lembrou que para perdoarmos e amarmos os nossos irmãos temos primeiro que entregar o nosso coração ao Espírito Santo. E que o perdão é graça de Deus na nossa vida. Não conseguimos perdoar por perdoar, temos que, em oração ir amando e perdoando aos poucos, pois só assim seremos realmente felizes.
As vezes, estamos tão doentes fisicamente e psicologicamente e não sabemos o motivo. Porém se entendermos que: o amor ao próximo e o perdão é cura para nós mesmo, conseguiremos, por meio do perdão, curas físicas e psicológicas em nossas vidas.
Michele falou, durante a pregação, que temos que aceitar o perdão, e abrir o nosso coração ao Espírito Santo para conseguirmos perdoar e amar. Temos que em primeiro lugar aceitar que temos feridas e que são muitas. Pedir ajuda a Deus e sobre tudo entregar o nosso coração ao Espírito Santos.
Lembrando que temos também que nos perdoar. Quantas vezes somos rancorosos conosco mesmo, e esquecemos de nos perdoar. Por fim, pedimos a efusão do sangue de Cristo em nossa vida, pois só pelo sangue de Cristo, nos purificamos e nos lavamos e assim receberemos a graça de perdoar e amarmos nós mesmo e os nossos irmãos.